quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os sorrisos que eu tinha, soltos sem perceber, hoje, eu ja não tenho mais. Ou melhor, eu não faço parte deles e eles ja não sabem mais nem meu endereço. Não somos mas os mesmos um com o outro e a falta de sermos o que fomos, não me afeta mais (não tanto), ja não me bate mas aquela falta e por consequencia uma vontade arrebatadora de querer procurar ele em todas as bocas que ja ameaçam levar uma ponta para cada lado. Onde foram parar aqueles sorrisos? Aquelas coisas por dizer e que deixamos para dizer por partes, para jamais acabar o assunto entre nós? Essa escuridão tem um nome, e o estranho disso tudo é que era a mesmo nome que eu chamava por minha luz. As luzes apagaram e eu acho que as cortinas não se fecharam. O que está havendo? O que tem de tão errado em eu não sentir mais a tão medrosa falta? Porque? Porque não vai emboras de uma vez e desempaque no meio do caminho para os outros poderem passar? O que tem de errado com você, o que tem de errado com nós? Costumávamos sermos tão certos,






















hoje eu ja nem sei o que somos. E tenho medo do que podemos passar a ser.
Volta a brilhar pra mim, volta? Aonde estiver e como for.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Mas sabe o que acontece enquanto isso? Enquanto isso vai diminuindo. Tornando-se pouco, o que era muito, virando pedaços espalhados pelo chão em que eu olho pra trás e insisto ver as nossas pegadas, lado a lado, tornando-se coisa do passado. E enquanto isso o vento trata de sopra-lás para bem longe, fazendo desaparecer a única chance remota de eu me lembrar como era ter você comigo, e lembrar-me de como era estar com alguém pelo mais lindo e verdadeiro desejo de realmente ESTAR. Enquanto você está aí, e eu aqui, tão proximos mais ao mesmo tempo em uma distância que eu nem sabia que existia, e o engraçado (mais sem graça) é que era fora de cogitação falar sobre mim sem que eu falasse um pouco que seja de você, e eu acho que isso era uma reação em que nós podiamos dizer que era vice-versa. Mas sabe o que acontece enquanto isso? Torna-se fraco a tal ponto de não ouvir mais nenhuma verdade. E logo você, que era a melhor amiga dela. Logo você que diversas vezes jogou-as na cara das pessoas, coisas e palavras que saiam sem ao menos perceber. Logo você que eu confiava a minha vida. Logo você, que sempre desprezou aquilo que era pela metade, que não havia cabimento e que considerava amizade o maior bem que se era cultivado. Mais sabe o que acontece enquanto isso? A nossa amizade, aquela de que todos viravam para mim e se perguntavam de onde vinha, e como era linda e forte, ela vai desaparecendo. E o vento vai soprando as marcas dos nossos passos e as decepções vai fazendo o mesmo, só que em um terreno neutro. Um lugar onde começa com 'C' e termina com 'O', e aonde eu achei que você iria permanecer para sempre. Mais eu me enganei, mas as pessoas sempre se enganam, não é mesmo? E eu nunca havia me enganado. Sinto por mim, por nós, e por tudo que eu fui capaz de fazer por você, que essa vez tenha chegado e tenha você como protagonista dela.



























Eu sinto muito.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Me dói (uma das piores dores que eu já senti), ver que as coisas estão saindo conforme o meu sub-consciente já previa. Pra falar a verdade, tudo em mim: consciencia, mente, cerebro, coração e todo o resto, desde os meus pés que me conduzem para onde eu quero ir, já previam qual seria dessas segundas chances. E eu nem sei porque apostei tanto em algo que tudo dizia que eu me daria mal no final (de novo). Na maioria das vezes eu sempre me pego pensando e escrevendo algo sobre o que eu já fui capaz de fazer para que AQUILO DURASSE PRA SEMPRE.. mas eu apareceram evidencias inquestionáveis e atitudes que comprovaram aquilo que eu sabia (mais não queria aceitar). Uma vez eu li que o oposto do amor não é o ódio e sim a indiferença. Mas se fosse SÓ a indiferença ainda dava pra levar, juro que dava. E quando essas indiferenças vem de mão dadas com promessas em que é impossível não acreditar? Conforme o tempo passa, eu finjo ser forte. Porque vai saber, né? Diz que é tentando que se consegue.. E quem sabe eu finjindo ser forte, um dia o destino se destraia e faça-me mesmo ser um pouco mais equilibrada, sem ele. Eu costumava dizer que AQUELES DIAS eram o meu ponto de equilibrio, não é mesmo? A partir daqui eu vou seguindo desiquilibrada, mesmo... E que nenhuma curva da minha linha do meu destino não se esbarre nunca mais com a linha reta do seu caminho.


















Amém. (yn)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Algo que (não) é.

(...) Dai ele virou para ela e disse:
- Como um erro pode ser maior do que o que existia entre nós?
Então ela respondeu (porque certas perguntas, por mais obvias que sejam as respostas, algumas vezes a mesma precisa ser dita, para ser compreendida):
- Não. Um erro nunca foi e nunca será maior do que nenhum sentimento que possa existir entre duas pessoas, mas é uma porção deles, que fazem o sentimento ir se diminuindo aos poucos, adormecendo. São eles que cavam o buraco onde o amor irá ser enterrado e eu já vi vários buracos no seu coração e tentei desviar meu caminho, mas não deu, eu cai no seu abismo quando olhei pro seus olhos, e eu não queria cair de novo (mais eu cai). E eu fui parar em um lugar dentro de você onde eu era rodeada de dúvidas, e a dúvida geralmente é a pior inimiga. Eu não sabia para onde ir, não sabia até quando isso duraria, e até onde eu suportaria ficar perto da sua parte que não é tão agradável assim. Mas as vezes eu olhava para a sua 'parte boa' e me encontrava. Não só me encontrava, encontrava também tudo que eu sempre quis em uma pessoa, o sorriso, o jeito de olhar de falar quando está de bom humor. E eu nunca soube lidar muito bem com isso. Você sabe disso. Eu queria ter feito coisas por você. Coisas que você esperava que alguém fizesse, e que houvesse reciprocidade, pois eu sempre te amei, mesmo com todos esses buracos e todas as vezes (em vão) que eu tentei preencher algo que não fui eu quem cavei. Eu tentei, juro que tentei. Voce pode me chamar de covarde, seja o que for, mas voce nunca poderá dizer que eu não tentei. Pois eu tentei, eu juro que tentei ser para você tudo que você esperava que alguem fosse para ti. Mais eu não sou esse alguém, e apesar de tudo eu sempre estive do seu lado, mesmo com os erros, eu sempre estive aqui, agora me ouça eu preciso ir em busca da pessoa que eu vou ser tudo aquilo que a mesma espera, entende? E voce precisa ir em busca da pessoa que será para dentro de ti, o que eu não fui. Acabou. E não olhe para trás quando eu estiver indo embora, ok? Nosso tempo acabou, nao há mais tentativas (frustradas) de querer mudar algo que já é.





























E eu NÃO sou quem vai te preencher, menino.
Boa sorte para nós.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Foi em uma tarde de outubro de 2009

Eu me lembro do que você usou no primeiro dia para descrever o que você sentiu quando nos encontramos. Eu me lembro das suas doces palavras e dos seus lindos gestos - desde os mais simples, até os mais complexos e difíceis de se decifrar. Lembro de como era quando ríamos juntos, e o quanto nos identificávamos com alguma semelhança de gostos e de opiniões em comum. E apesar de todas as diferenças, nós sempre achávamos saída para encontrar alguma maneira qualquer para nos auto-desculparmos por alguma besteira que falamos e por um erro que cometíamos querendo acertar. Sempre foi assim, né? Você agindo feito louco, achando que a vida passava depressa demais e querendo aproveitar cada instante como se fosse o último. E eu, toda boba, querendo que você não se apressasse tanto, pois achava que iríamos ter o resto da vida para aproveitarmos as chances que a vida nos trás.
E eu ouvi baterem na porta tantas e tantas vezes.. mais quando eu olhava pra você, todos os meus sentidos eram direcionados especialmente pro seu rosto, pra sua voz, pra sua maneira engraçada de falar, e pelos seus pedidos de carinhos. Eu queria ir lá atender. Juro que queria. Mais você pegava a chave, escondia ela de mim e eu me perdia nas suas brincadeiras com ela. É. Hoje eu já não ouço mais baterem na porta e as coisas andam particularmente difíceis de serem superadas pois a vida passou e levou você com ela. Talvez a sorte tenha cansado de bater na minha porta e dizer: Vem. Ainda dá tempo! Saia já daí, menina. A vida te trouxe ele 'do nada', e é 'do nada' que ele vai sair da sua. Anda. Vem, eu insisto. Ainda dá tempo!
E eu NUNCA dei ouvidos. As pessoas ao meu lado ouviram, insistiam em falar: Vá atender a porta. Tão batendo. [...] Hoje eu já não ouço mais o barulho que a porta faz quando se dá muros, ponta-pés nela. E vocênãoestáaquicomoelamesmohaviaprevisto, não é mesmo? Mais eu tranquei a porta. E dessa vez eu a guardei onde só eu sei onde está.
E ah, meus ouvidos, meus olhos e a minha sensibilidade está desocupados agora. Não vou errar dessa vez. Qualquer movimento eu já vou atender.Tomara que a sorte só tenha ido tomar um café e já esteja voltando, e tomara que ela não me traga mais nenhum sorriso que faça eu me perder novamente, mais que ela VENHA,









porque eu tô precisando dela agora, mais do que nunca.



[Cuz maybe it's true that I can't live without you..I remember laughing looking upon your face]