sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quanta mudança alcança o nosso ser. Posso ser assim, daqui a pouco não. Posso ser assim daqui a pouco? Se agregar não é segregar. Se agora for, foi-se a hora. Dispensar não é não pensar. Se saciou, foi-se embora. Quanta mudança, daqui a pouco... Se lembrar não é celebrar. Dura-lhe a dor, quando aflora. Esquecer não é perdoar. Se consagrou, sangra agora. Tempo de dar colo, tempo de decolar. O que há é o que é e o que será, nascerá. Nasss... será? Reciclar a palavra, o telhado e o porão. Reinventar tantas outras notas musicais. Escrever um pretexto, um prefácio, um refrão. Ser essência, muito mais. Ser essência muito mais. A porta aberta, o porto, a casa, o caos, o cais. Se lembrar de celebrar muito mais. A poesia prevalece, a essência, a paz, a ciência. Não acomodar com o que incomoda. Vou, vou engarrafar essa dor, vou engarrafar a saudade, vou me embreagar de tristeza. Bendizendo ela vira beleza. Gentileza gera gentileza. [Teatro Mágico]

sábado, 20 de março de 2010









(...) Que o mais simples fosse visto como o MAIS importante (:






Mais nos deram espelhos, vivemos em um mundo doente;
(...) e o que era doce, tornou-se amargo.


sexta-feira, 19 de março de 2010

Sobre o que se aprende.

E ela, inconscientemente (ou até consciente demais), tentava escapar daquilo que lhe prendia. Os dias passaram, e ela desejava com toda a vontade do mundo, que algum dia, as coisas mudassem. E porque não naquele dia? Se as coisas realmente, um dia pudessem mudar, porque não poderia ser naquela hora? O sol se punha, e logo em seguida ia embora.. e ela nem se quer notava. Justo ela. Justo a doce menina, que tanto observava, que tanto queria conhecer, que tanto conhecia.. e que de todas as coisas que sabia, acabava se perdendo dentre elas.. E foi se perdendo tanto, que se achou em alguém que nem se quer sabia o que queria de verdade, encontrar. Os dias foram passando mais e mais, e os dois começaram a achar que tinham sido algo em outra vida um para o outro (se acaso ela existisse). Em muitas das vezes suponham que aquelas conversas já teriam sido postas nas linhas das suas vidas e escritas com a mais bela e pura tinta com que pode-se escrever grande histórias. Se encantaram com o começo, se estabeleceram no meio e desconheceram o fim. O fim é linha em que quando se ultrapassa já não existe mais ela, pois já desaparece aquilo que existiu de verdade e o que sobra são as lembranças dos encantos e do estabelecido. Mais o encanto não existe mais. Não tanto. Ela aprendeu a não se encantar com "começos", e a não se estabelecer nos meios. E ele?

































Ele aprendeu a NUNCA ter desejado o FIM.

sábado, 13 de março de 2010

Houve um tempo em que tudo de ruim ficava para trás e o que era bom vinha com as pessoas. Aonde foi que isso tudo mudou e que nós não chegamos a perceber? Se os anos fossem contados por sorrisos dados, algumas almas poderia se considerar idosas mesmo tendo 20 e poucos anos de idade. Mais se a história fosse: Quantos sorrisos VERDADEIROS, você já se sentiu feliz em dar, poucas pessoas sairiam ilezas sem sequer dizer que já choraram para valer todas as coisas boas em que algum dia já passaram. Pois é sempre assim. Sempre. Mais sorrisos do que lágrimas e algumas vezes os sorrisos são em maior quantidade mais as lágrimas são em maior INTENSIDADE. Daí tira-se o peso do 'estar mal' e o 'estar bem'. O problema disso tudo é que não tem mais sorrisos, mais também não tem mais lágrimas. Como eu vou saber quantos anos eu teria se os anos fossem contados por choros e alegrias? Eu permaneço num estado instável. Nem feliz, nem triste. Em um tempo indeterminado em que os ponteiros dos relógios giram e giram e nunca marcam a hora em que eu vou poder espalhar para quem quiser ouvir que valeu a pena ter esperado o momento certo chegar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sempre tentei buscar algo em que eu me encontrasse. Como naqueles livros em que as pessoas deixam de sair de casa, só para ver o que vai rolar no final da história. Depois de algumas tentativas frustradas de tentar mudar algo que eu não sei bem o que é, comecei a reparar que perder tempo tentando planejar o que vai acontecer, acaba tampando nossos olhos pro QUE ESTÁ ACONTECENDO. E eu vivo no que acontece,

















e não no que pode vir a ser por sorte (ou azar).

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ontem eu quase consegui dizer eu te amo para outra pessoa. Mais foi quase. Dai eu comecei né: primeiro soltando o 'eu' devagar, e quando eu me atrevi a prever o que eu iria soltar, eu constatei que eu só tinha dito isso apenas uma vez para alguém. E foi para você. Me veio o seu nome na cabeça, e as histórias que escrevemos juntos. O 'quase' receptor do meu eu te amo, percebeu que eu engasguei e perguntou o que havia acontecido, eu deitei no colo dele e chorei. Incrível, não? Depois de um tempo, ele pegou nas minhas mãos e me disse que um quase já é um grande passo. Cheguei em casa, constrangida, me lembrando de como fui feia fazendo aquilo com uma pessoa que talvez pudesse ser quem meu coração procurava a tanto tempo. Comecei a me remoer por dentro achando que minha estupidez havia sido causa de todos esses desencontros que eu ando encontrando por dentre as coisas que eu gostaria de falar. Minha fala sempre embola, minha mente também. Eu nunca fui muito boa com as palavras ditas, sempre preferi escrever do que falar pessoalmente. Para você, principalmente. Eu me perdia no brilho dos teus olhos quando começava a falar, e tudo que eu gostaria e queria que soubesse (que o mundo inteiro entendesse) , acabava sempre ficando por dizer. Sempre. O brilho dos teus olhos tomava conta de onde estávamos e não havia espaço para mais nada. Por muito tempo esse brilho me cegou. Eu via apenas as tuas cores. Cores florescentes, coloridas. Eu te chamava de meu céu e falava que nossas brigas eram as tempestades que todo céu teria que passar, e as nossas reconciliações eram nosso arco íris. Recompensas por ter visto pela janela, tantas vezes, o azul do céu indo embora e a escuridão vindo tomar conta. Colorido, exatamente como seu astral. Hoje eu vejo as pessoas pretas e brancas como a visão de um cachorro. Me sinto como se vivesse nos anos 60 vendo aquelas novelas sem beijos e abraços porque na epoca acaba se tornando 'vulgar'. Minhas vistas estão embaçadas. Me sinto como uma velha - que viveu 50 anos ao lado de alguém e que segurou na mão do seu amor, e o viu partir com ele, todo a sua vida. Mas você não morreu. Você está aqui. Aquele que eu conheci e aprendi a admirar e direcionar minha visão, não é o mesmo que as embaçou. Pois eu sinto falta daquele que eu conheci, não daquele que se foi. Só não volte, meu amor. Meus braços estão fechados e eu não vou poder mais te receber de braços abertos. Minhas mãos estão ocupadas, tentando encontrar pelo caminho os meus pedaços que você fez eu perder.