Ele aprendeu a NUNCA ter desejado o FIM.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Sobre o que se aprende.
E ela, inconscientemente (ou até consciente demais), tentava escapar daquilo que lhe prendia. Os dias passaram, e ela desejava com toda a vontade do mundo, que algum dia, as coisas mudassem. E porque não naquele dia? Se as coisas realmente, um dia pudessem mudar, porque não poderia ser naquela hora? O sol se punha, e logo em seguida ia embora.. e ela nem se quer notava. Justo ela. Justo a doce menina, que tanto observava, que tanto queria conhecer, que tanto conhecia.. e que de todas as coisas que sabia, acabava se perdendo dentre elas.. E foi se perdendo tanto, que se achou em alguém que nem se quer sabia o que queria de verdade, encontrar. Os dias foram passando mais e mais, e os dois começaram a achar que tinham sido algo em outra vida um para o outro (se acaso ela existisse). Em muitas das vezes suponham que aquelas conversas já teriam sido postas nas linhas das suas vidas e escritas com a mais bela e pura tinta com que pode-se escrever grande histórias. Se encantaram com o começo, se estabeleceram no meio e desconheceram o fim. O fim é linha em que quando se ultrapassa já não existe mais ela, pois já desaparece aquilo que existiu de verdade e o que sobra são as lembranças dos encantos e do estabelecido. Mais o encanto não existe mais. Não tanto. Ela aprendeu a não se encantar com "começos", e a não se estabelecer nos meios. E ele?
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