'..eu nunca quis que fossemos Um só. Nunca fexei as portas de saída, e sempre deixei a porta da emergência aberta -pra quê em caso de todo esse circo pegar fogo, você tivesse para onde correr. O meu único erro foi ter fechado as portas do meu coração, e ter te entregue a chave inconscientemente,ou até consciente demais para você, e ter esquecido dê que não haveria outra chance de recupara-lá -pois não haveriam cópias. Pois eu queria que essa chave fosse única. (E foi). E eu não espalhei várias delas por aí. Você era o único que à tinha visto, e era o único que havia à tocado. Nunca me espelhei em ninguém pra tentar buscar no infinito, algo bonito pra contar como foi a nossa história. Sempre quis que ela tivesse a proporção exata para eu me lembrar dela, pra sempre. E hoje eu lembro que saudade é pra quem se apega ao lado físico, e esse nunca foi o ponto forte da nosso convívio. Porque nós queriamos sermos mais fortes que tudo. Maiores que as dores, maiores que as razões pelas quais nós buscávamos conforto um no outro, maiores até que nós mesmos..
e foi buscando sermos maiores -e melhores, em tudo, que uma simples faísca de palavras que foram ditas sem termos a consciencia de para onde elas iriam,me levaram a perceber que você não sabia e não se lembrava de que eu havia dito de que a porta de emergência ficaria bem longe de tudo aquilo que nós construimos à nossa volta. E o circo pegou fogo. As chamas estavam aumentando cada vez mais. E eu só queria que você tivesse lembrado do dia em que tinha dito que a porta de saída ficava NAQUELA direção. Mais você não ouviu. Você nem se quer prestou atenção. E eu tive que te lembrar, de novo. E você saiu,
Quem esqueceu de que a porta de emergência só poderia ser ultrapassada por uma pessoa só, fui eu. Como esqueci de te avisar de que em caso de incêndio eu ficaria pro lado de dentro.
E se eu tivesse dito? Você permaneceria comigo, mesmo sabendo que nós dois ficariamos presos ali? Haviam outras saídas. Mais você sempre foi a unica em que eu queria conhecer.As janelas estavam abertas, mais eu nunca soube aonde elas permaneciam [...]...'
Nenhum comentário:
Postar um comentário