segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

É engraçado..
- O que é engraçado?
- Ah, é difícil de explicar.. Não engraçado de rir, é engraçado por ser raro.. Sei lá. Eu já vi você passando por dias ruins, naqueles dos quais qualquer pessoa enlouqueceria se durasse 2 horas.. Já vi as pessoas aprontarem contigo e já vi elas errarem com você e elas não receberem qualquer tipo de raiva sua, por elas agirem dessa forma. Já ouvi palavras suas que me fizeram chorar e já quis ser amado por alguém - e amar, da mesma forma que você ama. É tão, puro, tão simples, tão [...]
- TÃO comum. As pessoas geralmente costumam achar que temos que ser perfeitos uns com os outros. Esquecemos que erramos, pois o medo de perder o que demoramos tanto para conquistarmos e a 'raiva', a 'magoa', e qualquer sentimento que tenhamos quando estamos diante de uma situação em que nos deixa-nos tristes, tampam nossos olhos. Daí sempre fica difícil vermos e entendermos que já erramos. Não da mesma forma. Erros diferentes, mais o que manda aí são os pesos dos erros.
- É. Alguns erros são tão pesados que causam nas pessoas uma repulsa tão grande de perdoar. Medo da pessoa errar de novo, e aí as amizades se vão, os amores passam, e o medo de ficar sozinho chega e toma o lugar delas.
- Não são medo das pessoas errarem de novo, que temos.
- É o que então?
- É a dúvida que temos se o nosso coração é puro o suficiente para perdoar quantas vezes fosse preciso. Temos medo de não sermos fortes o suficiente, e não se a outra pessoa vai te trair novamente ou se ela vai te deixar outra vez. Não é questão dos outros. É uma questão de nós mesmos, entende? A partir de então as pessoas costumam deixar passar desculpas que poderiam ter sido aceitas e também pedidas, só pelo medo de sofrer de novo.
- É. Você costuma perdoar demais, não é mesmo?
- Não. Eu já passei dessa fase de perdoar, hoje eu peço mais desculpas do que ouço.
- Porque isso? Os seus amores costumam passar sobre você e nunca nenhum conseguiu te derrubar. - Não todos. Só um. - Mais eu nunca vi você sofren (...)
- Sofrendo. É. Não explicitamente. Eu sofro por dentro, não por fora.
- Então o seu 'interior' tá de pé ainda?
- Sim. Ele não derrubou o meu interior - não o que de bom existia em mim. Ele derrubou os meus orgulhos, e o muro que existia entre mim e o 'perdoar'. Ele me ensinou as desculpas. A pedir e a ouvi-las, aceita-las, entende-las.
- E ele? Aonde esta?


[...]










- Ah.. Derrubando alguns outros muros por aí.    

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